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SÍNDROME DO NINHO VAZIO

Praticamente desde o nascimento dos filhos os pais se preparam para a fase da universidade, com o objetivo deles alcançarem o sucesso profissional. Mas quando é chegada a hora deles então partirem para iniciarem seus próprios voos, é inevitável o sentimento de perda e vazio, denominado como síndrome do ninho vazio

Terminando os vestibulares, saindo os resultados, comemorando a entrada do filho na Universidade. Pronto! É chegada a hora dele ir embora. Essa é uma situação de muita insegurança para pais e filhos.

Para que as famílias não se sintam perdidas é necessário o diálogo para planejarem o futuro e assim, essa transição será bem conduzida e vivenciada com mais tranquilidade e equilíbrio.

Os pais ficam aflitos, pensando se vão conseguir manter esse filho fora de casa. Cada família tem sua realidade financeira, e isso precisa ser levado em consideração na tomada de decisão.

Mas ver um filho sair de casa para estudar, morar sozinho, costuma causar sentimentos distintos nos pais: felicidade, orgulho, porém, uma estranheza mesclada à dor que os especialistas costumam denominar de síndrome do ninho vazio.

A síndrome do ninho vazio é um processo de adaptação. Cada pessoa sente de forma singular as transformações que acontecem na rotina. Não importa que os pais saibam que seu filho está bem. Emocionalmente, há uma forte perda, sobretudo, um processo de luto vivido por esses pais e muitas vezes pelo jovem. Nesse caso, é preciso reconhecer essa dor, vivenciá-la e aceitá-la, para então, superá-la.

Essa etapa evolutiva faz com que os pais se sintam profundamente abatidos, gerando problemas físicos e emocionais. Geralmente os sintomas mais frequentes são tristeza, vazio, sensação de inutilidade, incapacidade de concentração, fadiga, preocupação excessiva e até sentimento de culpa quando a relação entre pais e filhos é tensa.

É necessário ter flexibilidade e criatividade para estabelecer uma nova organização familiar. É hora de aceitar cada membro da família como indivíduo independente e com suas necessidades, seus pontos fortes e as suas falhas.

Nada vai substituir a saída dos filhos, mas é preciso entender que a fase da vida mudou, e se a pessoa não buscar outras fontes de prazer ela pode desenvolver muitas doenças. Não é para ignorar os sintomas, mas sim aceitar a do e a saída dos filhos, se adaptarem a essa mudança e dar um novo sentido à vida. É importante cada um encontrar novos interesses e atividades, como trabalho voluntário, cursos, jogos, academia, viagens e alimentar a vida social, para uma melhor superação da “perda”.

Uma ajuda profissional também ajudará a superar esse sentimento de vazio que pode acometer os pais e a possível insegurança nos jovens nessa nova fase de suas vidas.

Aparecida Cássia Oliveira Santos

CRP 06/125002

Psicóloga Clínica

99218 1661

Maicon dos Santos

CRP 06/123496

Psicólogo Clínico e Organizacional

99996 1192

 Rua São Paulo, 2531

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Mas, afinal, o que querem as mulheres?

No passado as mulheres não tinham muitas escolhas, tampouco, demonstrar pensamentos ou desejos. Hoje, conquistaram uma independência que muitas vezes faz com que se sintam perdida com tamanha liberdade

 Por Adriana Meneghini

 Começo nossa conversa com a célebre frase de Freud (o fundador da Psicanálise), sobre como ele considerava enigmática e de difícil compreensão a psique feminina. A Psicanálise nasce a partir do estudo de Freud sobre as histéricas da época (séc. XIX ), sobre o que afligia as mulheres. Por que sofriam tanto?

Freud, assim como qualquer pensador foi marcado por seu contexto histórico e nesse momento o mundo era ainda mais machista e havia pouquíssimo espaço para a mulher. Nessa época, as mulheres não podiam demonstrar nenhum pensamento, sentimento, muito menos desejos, inclusive os sexuais. A mulher, então, não tinha nenhuma voz ou poder sobre si mesma, ficava praticamente à mercê das regras e convenções de uma sociedade machista e patriarcal.

De lá para cá, podemos falar que nós mulheres alcançamos mais espaço, não somente na sociedade, mas também em relação a nós mesmas, as nossas escolhas, a quem queremos ou não ser, com quem queremos estar ou não.

Naquela época, nossa voz era suprimida e abafada, mas e hoje? O que nós mulheres queremos? No consultório, percebo algumas queixas como: mulheres com dificuldades em unir suas conquistas (pessoais e profissionais) a sua vida amorosa. Quantas mulheres bem sucedidas relacionam-se com parceiros que as devastam emocionalmente, que desrespeitam suas escolhas e que limitam a possibilidade de crescimento emocional. Por que mulheres tão capazes e independentes escolhem parceiros que as tolhem? Que as diminuem?

É como se tivessem ficado com a herança machista de que mulher sempre deve ser menos, aceitar seu papel de coadjuvante e quando são elas mesmas, livres e independentes, isso parece gerar culpa. Outra queixa recorrente é a extrema exigência de que não basta ser mulher, tem que ser super mulher, super mãe, super profissional, super esposa etc.

A independência nos traz a possibilidade de assumirmos novos e mais papéis. Antes, no máximo, poderíamos sonhar com o posto de esposa e dona de casa. Hoje podemos trabalhar fora de casa, escolher se queremos ter filhos ou não, se queremos casar, etc.

Muitas mulheres sentem-se perdidas e apavoradas com tal liberdade, pois vieram de uma educação mais rígida e também administrar tantas funções e papeis gera mais dificuldades. Outras conseguem desfrutar e lidar melhor com essa liberdade, conquistam seus ideais e encontram parceiros que conseguem lidar com essa nova mulher, homens mais dispostos a dividir a vida, os papéis, que ajudam na educação dos filhos, que não se sentem diminuídos em  relação  a sua masculinidade, mas ao contrário, se sentem fortalecidos, por poderem estar com companheiras felizes e bem sucedidas.

O que queremos, afinal? Acredito que queremos a liberdade de nos desenvolver como seres humanos, como pessoas e a partir disso fazer nossas escolhas, calcadas, não em algo imposto ou dito como certo, mas de acordo com o que pensamos e sentimos como sendo o melhor para nós mesmas.

ADRIANA DE SOUSA MENEGHINI É PSICÓLOGA CLÍNICA ESPECIALISTA EM PSICANÁLISE. TEL.:(16) 9.9995-8076

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OBESIDADE CEREBRAL

Assim como a obesidade física traz seus males, a obesidade cerebral também traz seus prejuízos, sobretudo, a ausência de habilidades sócio-emocionais

 Por Gerson Curt

Gostaria de iniciar esta matéria falando rapidamente sobre um tipo comum de obesidade: a obesidade física, que consiste no acúmulo de gordura no corpo, ou seja, consumir mais e queimar pouca energia. Esse ganho de gordura, logo adiante, será a causa de muitos outros problemas relacionados à saúde e qualidade de vida, enfim.

A questão é que obesidade cerebral tem praticamente o mesmo princípio, pois está relacionada ao acúmulo de informações e ao pouco exercício desse teor no nosso dia a dia. Muito conteúdo, pouca prática! A busca excessiva e indiscriminada por informações, leva o indivíduo a sentir-se estafado, e assim, como a obesidade física traz seus males, a obesidade cerebral também traz seus prejuízos.

De acordo com o que nos acontece, alteramos o ritmo de construção dos pensamentos por meio do excesso de estímulos, pois, estão presentes a todo o momento, seja no acesso ilimitado a smartphones, redes sociais, jogos de videogame ou excesso de TV.  Isso faz com que perdemos as habilidades sócio-emocionais mais importantes: se colocar no lugar do outro, pensar antes de agir, propor e não impor as ideias, aprender a arte de agradecer. É preciso aprender a cuidar, a proteger nossas emoções para que fiquemos livres de transtornos psíquicos no futuro.

Há um grande risco na busca excessiva de informações, pois muitas vezes, essas informações estão desacompanhadas de conhecimento. Temos contato com muito conteúdo, mas na verdade retemos pouco (ou quase nada) daquilo que lemos ou temos acesso. Conclusão: vamos nos tornando pessoas intolerantes e superficiais.

A mente hiperestimulada empobrece a emoção rapidamente. Vemos milhões de jovens envelhecendo, com dificuldade de contemplar o belo, de ver a própria existência como um espetáculo, de se relacionar e apreciar o simples. Ocorre uma contração da autoestima. A geração da era da indústria do lazer é a mais triste de que se tem notícia. Com isso, vivem e se relacionam de forma descompensada. Poucos sonham. Quase não agem com autonomia e equilíbrio. Dificuldades nas escolhas. Procrastinam (deixam para depois o que deveriam fazer agora), vivenciando depois uma sensação de culpa, perda da produtividade, frustração e vergonha em relação aos outros por não cumprir suas responsabilidades e compromissos. Experiências fúteis que não geram aprendizado, nem tão pouco crescimento e mudança alguma.

É necessário “queimar” essa gordura mental! Precisamos passar pelo tão necessário processo de desintoxicação cerebral. Nós podemos escolher, estamos aptos a fazer isso todos os dias. Essa liberdade nos foi dada. Aprenda com suas experiências, faça escolhas inteligentes e mude o que for necessário. Mas só se você quiser ser melhor. De fato, melhor do que é hoje.

GERSON CURT É PSICÓLOGO CLÍNICO E ORGANIZACIONAL (CRP 06/11375).

ATENDE ADOLESCENTES, CASAIS E FAMÍLIA.

ATUA AINDA COMO COACH (LIFE & EXECUTIVE COACHING) E PROFESSOR UNIVERSITÁRIO.

CONSULTÓRIO: PRAÇA 7 DE SETEMBRO, SALA 1, 1º ANDAR. SÃO JOAQUIM DA BARRA.

TEL.: (16) 9.9387-0777

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